Gestão de custos na clínica médica: como realizar?

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O grande desafio das PMEs brasileiras, ou seja, as pequenas e médias empresas, é efetuar uma gestão de custos assertiva. As organizações nesta característica são em suma familiares e não contam com o investimento de capital de terceiros.

 

Fábricas, lojas e ainda prestadores de serviços cujo funcionamento se dá inteiramente com capital próprio, precisam estar atentos para o controle das finanças, com a finalidade de promover estabilidade e crescimento.

 

Para uma empresa de segurança condomínio, é essencial desenvolver a boa administração, tendo em vista os impactos que a área financeira surte tanto para as questões endógenas e exógenas do negócio.

 

Em adição, as clínicas médicas precisam dispor de métodos assertivos de controle de custos, considerando que para seu funcionamento, são requeridos equipamentos médicos e de proteção, além dos custos fixos como aluguel e contas de consumo.

 

Conforme abarcam os especialistas, o escopo de finanças está atrelado diretamente com o planejamento empresarial. Neste sentido, a empresa que almeja estabilidade, precisa elaborar um plano de ação para controlar tudo o que entra e sai do caixa.

 

Cabe enfatizar que a etapa do planejamento é recomendada para negócios dos mais variados nichos de atuação e portes, contemplando então desde multinacionais, até mesmo pequenos negócios locais como uma prestadora do serviço de copa.

Qual a importância em ter uma gestão de custos?

Entende-se por custos em uma empresa todos os gastos necessários para mantê-la em pleno funcionamento. Assim, estão contemplados os valores destinados para:

 

  • Aluguel;
  • Contas de consumo;
  • Folha de pagamento;
  • Compra de materiais e insumos.

 

Esses são alguns dos custos básicos a serem considerados pelos gestores e executivos no momento de elaborar um planejamento financeiro assertivo. No entanto, é válido frisar que cada negócio possui suas particularidades e necessidades específicas.

 

Em outras palavras, isso significa que para fábricas de produtos alimentícios são exigidos custos distintos para o funcionamento operacional em função de uma clínica que efetua parto humanizado na água.

 

A gestão do controle de custos em uma organização é relevante pois ela confere visibilidade acerca da situação empresarial, analisando os indicadores de custos operacionais e o lucro obtido nas atividades principais.

 

Apesar de serem conceitos semelhantes, com o intuito de fomentar a melhor visibilidade da situação financeira organizacional, pode-se distinguir os valores destinados às atividades primárias e secundárias.

 

Corresponde aos custos para as atividades primárias todos os investimentos a serem feitos para promover o funcionamento operacional, seja a compra de insumos ou ainda a implementação de equipamentos, máquinas e plataformas.

 

Os custos secundários, por sua vez, condizem com o conceito de despesas dentro de uma companhia, abarcando então os custos para o funcionamento da empresa como um todo, considerando então contas de consumo e aluguel.

 

Em concordância, os gestores de uma clínica oftalmológica popular afirmam que para as clínicas médicas, devem ser seguidas etapas específicas para que a gestão de custos seja implementada com qualidade, auxiliando o contexto organizacional.

Como elaborar a gestão de custos de uma clínica médica?

Embora sejam organizações com fins lucrativos, as clínicas médicas têm um escopo diferente acerca da missão, visão, valores e cultura empresarial quando comparado com a realidade de negócios de outros segmentos.

 

Isso acontece porque as clínicas surgem por intermédio de uma motivação dos profissionais da área da saúde, os quais precisam estar alinhados com as diretrizes delegadas pelos órgãos reguladores.

 

Para profissionais do ramo estético que abrem o próprio negócio oferecendo serviços como harmonização facial papada, é exigido seguir as normas e recomendações no que tange à moral, saúde pública, qualidade de vida e bem-estar.

 

O escopo em questão reflete no funcionamento operacional das clínicas, podendo ser notado, por exemplo, na definição de estratégias. Todas as estratégias precisam estar em conformidade com as boas práticas morais e de segurança.

 

Partindo desse pressuposto, a definição de um plano de gestão de custos também precisa seguir os requerimentos propostos pelos órgãos reguladores. 

 

Tendo em vista que a gestão de custos trata-se do funcionamento operacional propriamente dito, é crucial que os proprietários e gestores de clínicas médicas tenham em mente a importância da boa administração para garantir atendimentos de qualidade e seguros.

 

Visando auxiliar os proprietários, executivos, gestores e demais profissionais cujas atividades laborais consistem no controle de custos, os especialistas apontam etapas precisas para a implementação da gestão de qualidade.

Etapa 1: Análise de gastos

O primeiro ponto a ser trabalhado pelas empresas no momento de elaboração de um planejamento detalhado, é realizar o levantamento de todos os gastos englobados nas atividades primárias e secundárias de uma organização.

 

Esse aspecto deve ser trabalhado por empresas de segmentos e portes distintos, entretanto, cabe enfatizar que cada nicho possui suas exigências e suprimentos e é importante contextualizar com o cenário do negócio.

 

Em outras palavras, isso significa que os custos e despesas previstos para o funcionamento empresarial de uma empresa de limpeza de condomínio, são distintos dos custos e despesas abarcados por clínicas médicas.

 

Para as clínicas, em específico, a recomendação é que sejam considerados todos os custos por procedimento, levando então para o encontro de resultados mais assertivos no que tange à gestão e controle do fluxo de caixa.

Etapa 2: Precificação correta

Dúvidas sobre a precificação é algo que acontece recorrentemente nas empresas brasileiras, isso pois os profissionais como um todo, sentem dificuldade em esquematizar o cálculo adequado para a prestação de serviço.

 

Um microempreendedor individual que atua prestando o serviço de limpeza de fachada comercial, relata que para a construção de precificação e propostas, analisa todos as despesas para aquele serviço e a expertise necessária.

 

Para as clínicas médicas, a recomendação de elaboração da precificação é que sejam pautadas as despesas para o cumprimento da atividade principal, bem como as despesas com materiais e ainda a margem de lucro que se deseja obter.

 

Em adição, para promover uma precificação mais precisa, é indicado ainda observar o tamanho do mercado e o posicionamento da clínica em função dos concorrentes. Nesta etapa é válido a elaboração de um mapeamento dedicado do nicho. 

 

Logo, pode-se afirmar que a montagem da precificação correta depende dos valores de mão de obra, despesas, margem de lucro e ainda o contexto do nicho específico, como de clínicas e de prestadores do serviço de impermeabilização de fachadas exteriores.

Otimizando a gestão de custos

Após o cumprimento das etapas básicas, é importante que os gestores e proprietários de clínicas médicas invistam em técnicas adicionais, com a finalidade de otimizar o processo de gestão.

 

Aliás, a gestão otimizada é indispensável em contextos que são desejados o êxito comercial e financeiro, independente do segmento.

 

Sabendo da dificuldade na implementação de técnicas de gestão, os empresários reúnem algumas dicas para facilitar a administração, contribuindo com dinamismo e otimização.

  1. Definição de políticas

As políticas organizacionais são essenciais para a padronização de processos e ainda para a análise de indicadores de desempenho nas empresas. 

 

Por ser um departamento amplamente importante, a área financeira requer que todos os processos estejam bem alinhados e visíveis, no sentido de propor estratégias de diminuição de riscos e prejuízos.

 

As políticas devem ser transmitidas no contexto endógeno e exógeno, isto é, devem ser delegadas tanto para os colaboradores envolvidos nos processos bem como demonstradas aos clientes.

 

Neste sentido, políticas de pagamentos e recebimentos precisam ser elaboradas, contribuindo não só para o aspecto de gestão, mas corroborando para aprimorar o relacionamento com clientes, parceiros e fornecedores.

  1. Dê transparência aos processos

Outro ponto importante a ser trabalhado dentro das empresas é a transparência, essa inclusive é considerada uma competência primordial nas empresas que possuem posicionamento de destaque no mercado.

 

Tornar os processos transparentes é benéfico tanto para o fluxo de trabalho e também para o relacionamento com clientes e parceiros. A transparência corrobora para a saúde financeira, agregando positivamente na gestão de custos.

No escopo das clínicas médicas, deve ser levado em pauta a questão dos pagamentos. Apesar dos planos de saúde terem coberturas aos pacientes, alguns procedimentos e consultas não estão previstos nas apólices.

 

É de responsabilidade das equipes atuantes em clínicas médicas fazerem o levantamento de serviços e procedimentos cobertos pelos planos de saúde parceiros, resultando assim no melhor gerenciamento de custos.

 

Com a proposta de melhorar o relacionamento com clientes, a recomendação é que as clínicas deem transparência aos pacientes acerca dos custos cobertos pela apólice do plano de saúde bem como dos custos a serem pagos de maneira privada.

Considerações finais

A gestão e controle de custos são etapas essenciais no contexto empresarial, abrangendo neste sentido desde multinacionais, fábricas, negócios locais e ainda prestadores de serviços dos mais variados nichos de atuação.

 

Contudo, as clínicas médicas devem dispor de um bom gerenciamento em função das despesas e gastos, para garantir o cumprimento exitoso dos procedimentos realizados com pacientes e para o seguimento dos protocolos de segurança e saúde.

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