Você sabia que diagnosticar o câncer de mama na gravidez é mais difícil?

JUNTE-SE A MILHARES DE PESSOAS

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade!

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on whatsapp
Share on telegram

câncer de mama

Para algumas mulheres, a gravidez é um momento mágico e muito aguardado. Sentir o bebê se mexendo dentro da barriga, vê-lo crescer um pouco mais todos os dias e descobrir o sexo são momentos valiosos.

No entanto, a mãe também precisa ficar atenta quanto ao seu próprio corpo, e não é sobre o ganho de peso ou algo do tipo. Na verdade, o cuidado com o corpo é vital para diagnosticar doenças que podem ocorrer durante a gravidez, como o câncer de mama, a doença que mais leva mulheres a óbito.

É mais difícil diagnosticar câncer de mama na gravidez?

câncer de mama

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, cerca de 2,3 milhões de mulheres no mundo todo descobriram um câncer de mama em 2020. Aqui no Brasil, em 2021, apesar do número ser menor, ainda assim gera preocupações.

Estima-se que cerca de 66.280 mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama, ou seja, a cada 100 mil pacientes, 61 têm a doença. Conforme o estudo mostra, esse cenário pode ficar ainda pior, pois ainda há muito tabu, falta de cuidado e de diagnóstico precoce.

Por meio de outros estudos feitos pela Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), definiu-se que 47% entre 1.400 mulheres que fizeram parte do estudo, não frequentaram o ginecologista e o mastologista neste ano, assim não tendo um quadro oncológico descoberto e acompanhado de forma adequada.

Durante a gravidez, é mais raro acontecer de uma mulher sofrer com câncer de mama. Mas, por outro lado, a preocupação é que diagnosticar essa doença tardia fica ainda mais difícil durante esse período.

O que pode levar a complicações, muitas vezes, irreversíveis. Mesmo que pudesse ter sido feito antes o diagnóstico e tratar durante os meses de gestação, sem afetar o bebê.

Por que é difícil descobrir câncer de mama na gravidez?

A ausência de diagnóstico do câncer de mama durante a gravidez se inicia pela idade da mulher. Na maioria das vezes, a gravidez ocorre entre os 30 anos, uma idade em que o câncer de mama não é tido como incidente.

Dessa forma, não há a indicação para a mulher realizar o exame de rastreio durante essa faixa etária. Como resultado, a descoberta do câncer de mama pode ser tardia, assim como a mudança dos seios durante esse período, que dificulta detectar algo de diferente nas mamas.

Afinal, na gravidez é normal que os seios também sofram mudanças dos hormônios. Com isso, o tecido mamário se expande, tornando a região mais volumosa e até mesmo acumula mais líquidos.

Mas, quando a mulher nota a presença de nódulos na região, isso já não é normal da gravidez e será preciso informar o médico. De modo geral, gravidez com diagnóstico de câncer de mama apresenta mamas mais espessas ou com massa palpável.

Quando essas mudanças duram mais de duas semanas, será preciso fazer uma analise, embora a maior parte será benigna.

Além disso, alguns quadros secundários, como por exemplo abcessos, mastite e galactoceles, podem atrasar o diagnóstico do câncer, por causar uma certa confusão.

Faça exames

câncer de mama

Devido ao medo de expor o bebê na barriga à ressonância magnética, várias mulheres evitam exames que são importantes. Porém, além desses exames não causarem mal ao bebê, ao suspeitar de câncer de mama, é crucial fazer análises e exames para comprovar.

A mamografia é o primeiro exame a ser feito para proteger o bebê. É colocada uma capa de chumbo sobre a barriga da mãe. Porém, como a densidade das mamas durante a gravidez é maior, pode ser mais difícil identificar nódulos presentes na região.

Uma possível opção é realizar uma ultrassonografia, que usa outro método para capturar a imagem e tende a ser mais eficiente nesse processo. A ressonância magnética também é uma opção e não causa nenhum problema.

Os únicos exames que não ideais durante a gravidez são os de tomografia e pet scan.

É possível começar o tratamento de câncer na gravidez?

Após constatar que a paciente tem câncer de mama, é crucial que a doença comece a ser tratada o mais rápido possível, para que assim não progrida. A escolha do método para tratar a doença deverá ser um que não coloque a vida da mãe e do bebê em risco.

Uma cirurgia, como a mastectomia, pode ser feita sem problemas, mas a radioterapia deverá ser evitada durante a gravidez. Isso porque pode causar o aborto, má-formação, efeitos carcinogênicos e distúrbios no crescimento da criança.

Por exemplo, se o câncer de mama surgir ainda no início da gravidez e a cirurgia for uma opção para removê-lo, o ideal é não fazer uma cirurgia tradicional, pois ela exige a radioterapia como complemento e, nesse caso, não é ideal na gravidez.

Sendo assim a solução é fazer uma mastectomia com reconstrução, já que essa cirurgia pode atrasar o câncer a se desenvolver, para que possa fazer a radioterapia após o parto. Em certas situações, os médicos podem até mesmo antecipar o parto do bebê, quando ele já tiver maturidade fetal, para que a mãe possa fazer a intervenção o quanto antes.

Já sobre a quimioterapia, o que se sabe é que várias das drogas usadas para tratar o câncer de mama são seguras quando usadas apenas depois do primeiro trimestre de gestação. Sendo assim, caso suspeitar de quaisquer mudanças nos seios, é importante consultar o médico e conversar sobre as chances de câncer de mama.

Ainda mais caso haja um histórico familiar de câncer na família. Por mais que a gravidez seja um momento bonito e importante para a mãe, não é raro acontecer doenças durante a gestação.

E por esse motivo é preciso falar sobre, pois quanto mais cedo forem descobertas, maiores serão as opções de tratamento e mais rápida a recuperação.

Conclusão

câncer de mama

Em suma, o câncer de mama é uma doença grave que acomete milhares de mulheres ao redor do mundo todo. Fazer exames é essencial para identificar algo de incomum.

Quanto antes começar o tratamento, melhor será tanto para a grávida quanto para o seu bebê. E caso tenha gostado desse conteúdo, não esqueça de compartilhar com os seus amigos para que conheçam mais sobre esse assunto!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *